Concordo com o personagem desse conto, o Duarte. O melhor drama é o que acontece dentro do espectador e não o que está escrito, desenhado, e nem realizado. É por isso que existe literatura. A literatura faz com que o leitor comece numa viagem em sua própia mente. Os detalhes se tornam vivos na cabeça do leitor. Na minha opinião, obras que não provocam essa experiência não são realmente literatura.Sempre gostava livros mais do que filmes. Eu acho que é por essa mesma "lição" que o Duarte descobriu. É mais fácil de perder-se num livro do que um filme. Quando assisto filmes, eu só estou observando. Mas quando leio um romance, os detalhes e personagens me envolvem. Eu quase me ponho na cena da história. Filmes não têm esse mesmo efeito. Talvez é porque não posso me relacionar com os pensamentos dos personagens. Filmes não conseguem ter os detalhes que obras escritas utilizem. Também, é difícil em filmes entrar a cabeça dos personagens. Não é possível explicar tudo que um personagem está pensando. Mas em um livro, é possível. Não quero dizer que não temos experiências nas quais nos colocamos dentro da história, mas quero dizer que é mais fácil, poderoso, e comum ter essas experiências quando lemos um livro.
Eu acho que nós, como espectadores, podemos nos envolver melhor. Se conseguirmos nos colocar dentro da história, aprenderemos e gostaremos muito mais. Coisas chatas gostaremos. Histórias entediadas se tornarão mais interessantes. Também, estimaremos melhor a literatura. No caso do Duarte, uma história que o fez dormir se tornou a uma noite inesquecível. Assim pode ser conosco. Não percamos histórias fantásticas só por falta de envolvimento!
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