Thursday, October 31, 2013

O Povo de Natureza

"A tática colonialista é deixar o Povo no natural
Fazendo do Povo um inimigo da Natureza.
Eu, o Povo Moçambicano
Vou conhecer as minhas grandes Forças todas.

(José Afonso, "Eu, o Povo," página 282)


Nesse poema, o narrado fala sobre os Moçambicanos e como eles abrangem a natureza. Os Moçambicanos crescem e se entendem melhor por meio da natureza. Isso é contrário ao jeito europeu. O peoma fala que os europeus faziam o povo um inimigo da natureza. Isso prejucdicava o povo. Eu acho que isso mostra que nem todo povo é igual. Cada povo tem uma cultura diferente, e os europeus não respeitavam a cultura mozambicana.

Em verdade, o poema é sobre os Moçambicanos mas aplica a todos nós. Se um povo puder utilizar a natureza, vai ser melhor por causa disso. Natureza é poderoso. O poema da exemplos de vento, água, e fogo. É interessante que até as pessoas que são "inimigos de natureza" usam a natureza para gerar energia, por exemplo barragens e moinhos de vento. O que aprendi desse poema é que já que natureza é tão poderosa, deveria tentar ser mais "amigo" de natureza. Talvez posso aprender e descobrir mais forças que tenho. Talvez posso desenvolver mais.



Thursday, October 24, 2013

A valsa tão falsa

Tu, ontem,
Na dança
Que cansa,
Voavas
Co'as faces
Em rosas
Formosas
De vivo,
Lascivo
Carmim;
Na valsa
Tão falsa,
Corrias,
Fugias,
Ardente,
Contente,
Tranqüila,
Serena,
Sem pena
De mim!

(Casimiro de Abreu, "A Valsa")

Ao ler esse poema, é quase divertido. Os versos são tão curtas que cria uma ritma que nem uma dança. O poema torna rápido também, e o leitor começa ler mais rápido. Essa forma serve para criar uma dança na cabeça do leitor. Também, os pensamentos do narrador pulam de um pensamento para um outro. O homem é um pouco louco. A forma facilita isso. Por meio da forma (os versos e ritma) o leitor pode melhor entrar a cabeça do narrador.

Por que a valsa é tão falsa? A valsa é uma metáfora pela mulher que o encanta tanto. O narrador se apaixonou pela menina, mas ela claramente não sente o mesmo. Mais tarde no poema, ela olhou para outro homens e tal. A valsa e uma coisa rápida e frívola. Não significa nada. O relacionamento entre o narrador e ela é a mesma coisa. Seu relacionamento é frívolo e não significa nada.

Ela dança como ela trata os homens. Ela parece ser cometida à dança ou ao homem. Também pela maneira que age, ela seduze os homens (ou pelo menos esse homem). Ela faz isso pela dança. Então como ela é falsa, também sua dança (pela qual ela realiza suas falsidades) é falsa.

Thursday, October 17, 2013

A Grama é Mais Verde...





 Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
“Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!”
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
“Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!”
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:

“Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquelaClaridade imortal, que toda a luz resume!”
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
“Pesa-me esta brilhante auréola de nume…
Enfara-me esta azul e desmedida umbela…
Por que não nasci eu um simples vaga-lume?”
(Machado de Assis,  "Círculo vicioso," 138)





Nesse soneto, um vaga-lume expressa o desejo de ser uma estrela. Por sua vez, a estrela quer ser a lua. A lua quer ser o sol, mas o sol ser um "simples vaga-lume." Cada fonte de luz enxerga as coisas boas das outras fontes. O desejo de tornar o outro faz sentido neste contexto, mas ao ler o poema inteiro, o leitor percebe que tem coisas boas sobre todas as fontes, mas os personagens individuais não consegue ser contentos com quem são. Cada fonte quer ser algo diferente, mas um outro fonte quer ser como aquele. O vaga-lume quer ser como o estrela, mas o sol quer ser como o vaga-lume!

Então, cada personagem no poema percebe os atributos bons dos outros mas não de se mesmo. Eu acho que estes são sintomas de uma atitude como "o grama é mais verde no outro lado." Eu acho que para ter felicidade em nossas vidas, temos que nos livrar dessa atitude. Humanidade é cheia dessa atitude. Ao crescer, sempre ouvia "não vejo a hora de entrar highschool," "vou ser feliz quando estiver na missão," "meus problemas vão acabar quando eu casar," "quando terminar meus estudos", "quando tiver emprego," "quando for promovido," etcetera, etcetera, e etcetera. A lista continua para sempre. Quando vai ser feliz!?


Temos que encontrar felicidade na jornada. Se estivermos sempre olhando para um ponto no futuro para ser feliz, nunca seremos felizes. Cada personagem no poema tem capacidade de ser feliz, mas não é. Olhemos para as coisas boas em nossas vidas, e sejamos felizes! Sim, podemos e devemos nos melhorar. Não deveríamos ser contentes com uma vida estagnada. Mas devemos ser felizes ao buscar progresso.

Thursday, October 10, 2013

O Morcego de Nossa Consiência


"A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!"

(Augusto dos Anjos, "O Morcego," 214)

O poema "O Morcego" conclui por comparar o morcego à consciência humana. Os dois entram no quarto à noite imperceptivelmente. Isso é uma observação profunda. A consciência humana não vem de prepósito do individual. Também, vem muitas vezes à noite. É durante à noite que fico preocupado ou deprimido. Depois, acordo e tudo está bem, ou pelo menos esquecido.

O poema fala que o morcego morde a goela. Também fala que o morcego é muito feio. "Que ventre produziu tão feio parto?!" O que é interessante é comparar esses atributos com a consciência humana. Quando nossas ações não se dão bem com nossa consciência, sentimos incomodados. Nossa consciência está nos picando, como se fosse um mordido de morsego. Também, se fizemos algo muito ruim, sentiríamos muito mal. Até que a consciência poderia aparecer feio por ter-nos deixado tão ruim.

A ironia dessa conclusão é que foi nós que fizemos a consciência feia. Se vivêssemos de acordo com a nossa consciência humana, não estaria tão feia. Nossa consciência não tem que ser um morcego feio assim. Poderia ser um morcego agradável e amigável. A culpa é nossa.

Thursday, October 3, 2013

Apenas Ensaiando

"Estão apenas ensaiando...por uma trapaça do destino, tornou-se o próprio lavrador pelo que aquele vulto veio anunciar." (Bernardo Carvalho, "Estão apenas ensaiando," 76)

No conto, "Estão Apenas Ensaiando," o personagem principal, o lavrador, não está se esforçando muito porque é só um ensaio. Seu personagem está lamentando a morte de sua mulher. O lavrador ignora o conselho do diretor e faz a mesma coisa muitas vezes. No final, a mulher verdadeira do lavrador (não no ensaio) é atropelado ao caminhar ao teatro para sair com o lavrador. Depois disso, o lavrador realize exatamente aos gostos do diretor.

Nesse conto, eu aprendi que não temos que viver tudo para experimentar tudo. Não temos que ver nossa esposa atropelada por um carro. A literatura expande nossas experiências. Mas somente se permitimos. O lavrador não permitiu. Ele não estava ganhando nada do ensaio. Podemos aprender do exemplo ruim do lavrador e se dedicar mais a literatura. Assim podemos expandir nossas experiências sem realmente passar por elas.