Thursday, December 5, 2013

Catividade Democrática

Em todo o mundo, capitalismo é geralmente  associado com liberdade. Ter uma economia capitalista é ter uma economia livre. Ter uma economia capitalista muitas vezes também significa ter um governo democrático, e isso implica liberdade ideal. No teatro, O Pagador de Promessas, Dias Gomes  manifesta a ironia do significado do sistema capitalista. Capitalismo, além de incentivar liberdade econômica, também influencia a perca de liberdade. Assim, cria uma falsa liberdade individual. O prepósito e o objetivo de capitalismo não destoem a liberdade, mas são as consequências do capitalismo que a destroem. Capitalismo cria atitudes e comportamentos, como cobiiça e egoísmo, que destroem a mesma liberdade que capitalismo devia ter fornecido.   Dias Gomes mostra isso pelo enredo e história do Zé-do-Burro e também pelos relacionamentos entre Zé e as pessoas da cidade.
Primeiro, o enredo de O Pagador de Promessas cria um sentimento de injustiça e mostra a perca de liberdade de um homem. O personagem principal, Zé-do-Burro, faz uma promessa com a Santa Iansã (da religião Candoblé) quem ele acredita é a mesma santa que Santa Bárbara. Uma parte da promessa é dividir suas terras com os lavradores. A outraparte da promessa é carregar uma grande cruz até a igreja de Santa Bárbara mais perto, e depois deixar a cruz dentro da igreja. Ao chegar na cidade e na porta da igreja, não pode entrar—é cedo demais. Quando o padre chega, descobre que Zé fez a promessa com a Iansã, e então o Padre não deixa Zé entrar. Depois muita confusão e várias tentativas de convencer o padre e entrar, Zé fica muito frustrado e irritado. Afinal, a polícia chega e declara que vai prender Zé. Zé não quer sair preso, e depois de uma luta, ele é morto por um tiro.
Gomes fala explicitamente contra o capitalismo. Na “Nota do Autor” da peça, Dias Gomes escreve, “A sociedade burguesa não fornece ao indivíduo os meios necessários ao exercício dessa liberdade, tonando-a, portanto, ilusória” (página 15). Então, como o capitalismo toma a liberdade indivídual? O que é tão ruim sobre o capitalismo? A resposta está na citação de Gomes. A catividade não é a ausência de direitos ou oportunidades. De fato, sistemas capitalistas geralmente tem mais direitos e oportunidade de que outros sistemas. A catividade é a falta de meios para exercer a liberdade. Confrome Gomes, liberdade sem a capacidade de exercer essa liberdade não é liberdade.
A situação de Zé-do-Burro encaixa muito bem com essa filosofia. Zé tem muitos direitos. Tem o direito de andar sessenta léguas com uma cruz nas costas. Tem o direito de entrar na igreja com ela. Tem o direito de esperar na escada da igreja. Porém, Zé não tem capacidade de exercer esses direitos. O padre não o deixa entrar na igreja. O policial não o deixa esperar na escada. Em fim, o policial mata Zé-do-Burro, quem não fez nada errado. Zé tinha o direito de viver, mas não a capacidade. Isso não é liberdade. Sem os meios de realizar esses direitos, esses direitos não valem nada. Em uma economia capitalista, o indivíduo depende de outros pessoas para conseguir bens e serviços. Com esse perspectivo, liberdade em um sistema capitalista depende demais dos comportamentos do povo, e se o povo seja corrupto, o indivíduo perde a liberdade.
Então, a ideia de liberdade inclue os meios de execer liberade, e Zé-do-Burro não tinha esses meios. Zé não tinah liberdade. Dias Gomes acredita que foi capitalismo que destruiu a liberdade de Zé. O drama fortelece essa ideia ao mostrar que capitalismo cria egoísmo e cobiça. Toda instituição que Zé conheceu foi muito interessa nele, mas somente pelo próprio bem da instituição. Até cada indivíduo tinha o mesmo pensamento: como posso ganhar com essa situação? Muitas queriam que a situação demorasse para ganhar mais pela atenção, por exemplo. Por exemplo, quando soube que o padre não deixaria Zé entrar, o repórter exclamou, “Otimo! Mas isso é ótimo! Assim temos um pretexto para adiar a entrega da cruz para segunda-feira. Dará tempo então de organizarmos tudo” (página 92). Esse repórter só queria aproveitar da situação para ganhar mais dinheiro. Também, um comerciante, Galego, queria aproveitar da situação. Ele se esforçou para sair na foto da imprensa e também queria que Zé não entrasse na igreja imediatamente para poder vender mais. Bonitão, um cafetão, quer distruir Zé para poder manipular sua mulher, Rosa. Dedé é um poeta-comerciante, e tenta vender obras para o Zé. Ele também tenta usar a situação para veder mais. Até as religiões querem usar Zé para fortelecer suas posições. Minha Tia, quem é Mãe de Santo, quer que Zé leve a cruz ao terreiro, porque há uma tensão entre candomblé e catolicismo, e quer aumentar o poder do candomblé. A decisão do padre de não deixar Zé entrar na igreja é para diferenciar a igreja católica de candomblé. O padre não se importa com a causa do Zé. Até Dedé fala, “A santa pode ser a mesma, mas o padre tem medo da concorrência e quer defender o seu negócio” (página 141). Essa citação é um resume da atitude de cada instituição da cidade.
Ninguém na história (além da esposa do Zé, e ela somente no final) pensava como Zé sentia, ou como seus próprios interesses afeitariam o Zé. Só pensavam como podia aproveitar da situação. Isso é a falha de capitalismo. Isso é uma cidade egoísta. E acaba matando o Zé. Sim, não foi só a polícia. Não foi somente a culpa do cafetão, Bonitão, quem levou a polícia a praça para prender Zé. A culpa foi da comunidade inteira. Uma cidade egoísta e ganaciosa tira os meios de exercer liberdade de indivíduo. Em uma sociede democrática, o indivíduo depende dos outros para conseguir bens e serviços. Se toda a sociedade é egoísta, não vão permiter os meios para o indivíduo exercer sua liberdade se não seja beneficial à instituição.
Dias Gomes proporciona um contraste a essa sociedade egoísta. É o povo agrário. O povo da roça. O povo humilde e común. Zé também representa esse povo. Quando o reporter pergunta ao Zé sobre a redistribuição de suas terras, Zé reponde que não se arrepende de nada. Fala, “Fiz a felicidade de um bocado de gente e o que retou pra mim dá e sobra” (página 88). Zé sente pelos lavradores. Ele não os chama de preguiçosos, mas de gente que quer trabalhar e não tem terra. Zé fala que a terra deve ser de quem trabalha. Então, o povo da roça é um povo humilde, mas gentil. É um povo que trabalha mas é generoso. No teatro, esse povo trata Zé bem diferente que o povo capitalisto da cidade. A Rosa conta que durante a jornada, tinha muito gente atrás deles, querendo que Zé fizesse um milagre. Ao contrário, Bonitão representa a atitude do povo da cidade, e desrespeita e zoa o Zé-do-Burro. O egoísmo desse povo fica bem mais evidente em frente da bondade e simplicidade de Zé e o povo agrário.
Pagador de Promessas é uma crítica da sociedade capitalista da Bahia. O poema, “Que Falta Nesta Cidade”, por Gregório de Matos, concorda com a crítica. O poema é sobre a Bahia, e fala de uma cidade corrupta—sem verdade, honra, e vergonha. Fala que ambição, negociação, e usura causaram a corrupção. Ambiçaõ em negócios é bem parecida com egoísmo capitalista. Gregório de Matos está criticando a mesma coisa que Dias Gomes. Em fim, esse poema apoia a conclusão de Pagador de Promessas de que a Bahia está sofrendo de uma cidade corrupta e gananciosa. “Que Falta Nesta Cidade” não fala explicitamente que capitalismo é o causo, mas fala que egoísmo e cobiça são. Porém, egoísmo e cobiça são consquencias de capitalismo.

No teatro, O Pagador de Promessas, Dias Gomes mostra como capitalismo destroi a liberdade individual. Capitalismo cria um povo egoísto. Esse egoísmo leva a instituições que só existem para magnificar e aumentar seus próprios interesses. Assim, criam governos e indivíduous errados e corruptos. E assim, tiram os meios de exercer liberade. Por isso, capitalismo cria uma falsa liberdade individual. Proporciona coisas para aumentar liberdade, mas ao mesmo tempo, estimula comportamentos que destoem essa liberdade. Capitalismo é uma contradição.

Thursday, November 21, 2013

O Assassino Egoísto (uma crônica)

Minha vida é nada demais. Não acontecia nada fora do normal. Trabalhava, praticava capoeira, saia com meus amigos, tocava berimbau, e conversava na praça cidade. A vida era boa. Não mexia com ninguém, e ninguém mexia comigo. Foi uma vida tranquila. Não pensava muito, e nada me incomodava. 
            Me chamo Coca. Me lembro muito bem de um dia muito anormal. Esse dia mudou minha perspectiva inteira. Me fez pensar. Estava descarregando um cargueiro quando ouvi algo de um cara tentando entrar na igreja de minha cidade, mas o padre não o deixava. Alguém disse que o cara tinha uma cruz. Pensei nada disso, mas quando foi para a praça me lembrei disso quando eu vi um homem sentado em uma cruz no meio da praça! O povo da cidade estava todo agitado. Alguns queriam que o padre deixasse entrar, outros não. A maioria só estava lá por causa do ânimo. O homem foi até engraçado. Foi tão humilde, mas tão determinado. E tudo isso por um burro! Ele fez a promessa para pedir ajuda da Iansão por seu burro—até dava vontade de rir. 
            Era dia da Santa Bárbara. Não achava nada das circunstâncias. Eu estava morto de cansaço—sóqueria descansar, comer, e jogar capoeira com os meus amigos. Para mim, o homem já tinha entrado na igreja. O cara andou sessenta léguas! Não vejo diferença entre a Santa Bárbara e aIansão. Santa é santa. Que que tem se o homem fez promessa a uma e vai cumprir com a outra? Não é a mesma coisa? De qualquer jeito, o negócio começava a ficar louco. Tinha repórter, fotógrafo, policial—até o arcebispo mandou o monsenhor! 
            O homem era gente boa. Um cara que não fazia mal a ninguém, sabe? Esse homem tinha uma honestidade que até dava medo. Foi uma honestidade teimosa! Não sei porque não aceitou a idéia do monsenhor. Teria resolvido tudo. Eu teria aceitado. Mas esse homem não, porque esse acordo não fazia parte da promessa que fez com Iansã. 
            Até que chegou o delegado com outros policiais. Eu estava jogando capoeira com meus amigos, ainda tentado desfrutar o feriado, mas de repente vi os policiais ajuntados. Adverti o homem e tentei convencê-lo fugir, mas o cara era teimoso. Não largava a cruz, e não sairia sem deixá-la na igreja. 
            Se tem algo que me irrita, é gente safada. Realmente me deixa bravo. E o cafetão, Bonitão, é safado demais. Foi ele que trouxe o policial, e agora estavam fazendo injustiça. O delegado e o secreta também eram safados. Não protegiam justiça, mas protegiam seus próprios interesses. São todas falsas. Foi então que fiquei bravo. Eu não deixaria os policiais levarem esse homem. Quando os polícias caíram em cima do homem, eu e meus amigos capoeiras caímos em cima deles para defender o homem. Porém houve um tiro e o homem morreu. 
Não é injustiça? Os homens pagos para defender liberdade acabaram administrando injustiça. Desde esse dia, não agüento mais caras falsas. Percebo rapidamente se alguém está fingindo algo só por seus próprios interesses. Foi essa atitude mesma que criou esse problema inteiro. Todo mundo queria aproveitar desse homem, ou querendo que entrasse, ou querendo que demorasse. Esse homem, quem não fazia nada errado, acabou sendo morto por causa do egoísmo de uma cidade.

Thursday, November 14, 2013

A Subjetividade de Milagres

Em primeiro lugar, mesmo admitindo a intervenção de Santa Bárbara, não se trataria de um milagre, mas apenas de uma graça. O burro podia ter-se curado sem intervenção divina.

(Dias Gomes, O Pagador de Promessas)

Essa citação é falada pelo padre da igreja da Santa Bárbara. Ele está falando ao Zé-do-Burro.  Zé estava contando sua história e o milagre que aconteceu com seu burro. Também estava contando a promessa que fez. Antes desse momento, a audiência e os personagens do teatro estava pensando que Zé estava fazendo uma coisa muito religiosa. Talvez um pouco demais ou fanático, mas uma coisa até louvável. Nesse momento, porém, Zé conta que foi a um candomblé para pedir a benção e fazer a promessa.

Ao ouvir isso, o padre ficou bravo. De repente, tudo que aconteceu com Zé foi "uma graça" e não um milagre. Foi um engano de uma feiticeira. Sem dúvida, se Zé tivesse ido a uma igreja católica, o padre teria vangloriar a história e o milagre. Seria um grande milagre. Teria contado a história para toda a igreja e todas a pessoas com quem falava. Em ves disso, condenou a história e desacreditou o milagre.

Eu acho que essa maneira de tratar milagres muitas vezes desiludem pessoas, especialmente pessoas que não praticam uma religião. Quando suporta nossas crenças, declaramos uma coisa um milagre ou uma verdade. Se não suporta nossas crenças, a declaramos uma mentira, uma coicidência, ou "uma graça." Eu acho que temos que tomar cuidado disso. Até na missão, eu acho que muitas vezes olhamos a uma coisa e a chamamos de milagre, porque queremos encontrar milagres em nosso trabalho. De fato, creio muito em milagres, mas devemos tratar os acontecimentos em nossas vidas sem subjetividade. Não deve mudar dependendo de como suporta nossas ideias.

Thursday, November 7, 2013

O Segredo de Liberdade

"Podem desterrar-nos,
Levar-nos
Para longes terras,
Vender-nos como mercadoria,
Acorrentar-nos
À terra, do sol à lua e da lua ao sol,
– mas seremos sempre livres
se nos deixarem a música!"

(Noémia de Sousa, "Súplica")

O que é liberdade? O que faz um povo livre? O povo moçambicano tem uma história de escravidão e opressão. Noémia de Sousa é uma poeta moçambicana e escreveu um poema sobre liberdade e Moçambique. No poema “Súplica,” Noémia de Sousa demonstra que um povo sempre consegue permanecer livre, por meio da música. Ela faz isso por mostrar como música preserva liberdade e também por várias figuras de linguagem, como anáfora, reiteração, e metáfora. O conteúdo do poema e essas figuras de linguagem estabelecem a diferença entre liberdade externa e liberdade interna. Música é uma liberdade interna, e por isso, não pode ser destruída. 

No poema, Noémia usa muitas anáforas para enfatizar as coisas que não são necessárias para ficar livre. Uma anáfora é uma repetição da mesma palavra no começo de cada verso. Noémia começa cinco versos com a palavra “tirem-nos,” seguida por algum elemento que não é essencial para ter liberdade. Por exemplo, o poema começa, “Tirem-nos tudo, / mas deixem-nos a música!” O leitor encontra muitos versos parecidos com esse. O poema fala que pode tirar do povo a terra, a luz, a lua, e a casa, mas o povo ainda pode ser livre. O efeito dessas anáforas é criar um sentimento que a música é mais importante que todas essas coisas. 

Noémia também usa a reiteração para dar ênfase a alguns pontos. Reiteração é simplesmente a repetição de alguns elementos do poema. Em “Súplica,” Noémia repete ainda mais exemplos de coisas desnecessárias. Essa repetição não é anáfora, mas reiteração. Os versos não começam com a mesma palavra, mas os versos repetem várias coisas que não são necessárias para um povo ser livre. Mesmo que não é anáfora, o efeito é a mesma coisa. “Podem desterrar-nos, / levar-nos para longes terras, / vender-nos como mercadoria, / acorrentar-nos.” Por essas formas e repetições, o leitor percebe que não precisa de muito para ser livre. Noémia então usa a reiteração de novo para enfatizar o que é necessário por liberdade. Noémia repete alguma forma de “deixem-nos a música” várias vezes. De fato, três das quatro estrofes terminam com uma forma dessa frase. Do mesmo modo que repetição mostra tudo que liberdade não precisa, aqui repetição enfatiza que liberdade precisa muito da música. Quanto mais que repete, o mais que fica importante. A única coisa que precisa para ser livre é música: “Mas seremos sempre livres / se nos deixarem a música!” 

Então, música deixa um povo livre. Ao mostrar o que liberdade não é, Noémia mostra que não é possível tirar música de um povo. As figuras de linguagem resumem um conflito entre liberdade externa e liberdade interna. Todas as coisas que Noémia classifica como “pode tirar” são coisas externas. O poema está dizendo que não precisa dessas coisas externas para ser livre. Um povo pode permanecer livre mesmo sem terra, sem luz, e sem casa. Pode permanecer livre mesmo em longes terras, vendidos, e acorrentados. Isso é porque há música. A música é uma coisa interna. Assim, não pode ser destruída. Faz parte de uma pessoa. O que é interessante é que essa coisa interna e invencível, que é música, preserva as coisas externas. Preserva uma história de cultura, de terra, e de casa. Preserva um jeito de pensar e se expressar. A música faz com que todas essas coisas que estão faltando não faltem mais. Pode tirar uma terra, mas uma música sobre a terra faz a terra eterna. O povo ainda tem, em um sentindo, essa terra. 

Então como pode tirar a música? Já que música é interna, não pode a destruir. Além de matar todo mundo, não é possível tirá-la, porque a música faz parte do ser humano. Se exilar, o poeta ainda vai escrever. Se escravizar, o povo ainda vai cantar. A história do mundo testifica disso. Músicos exilados escrevem. Escravos cantam. Música nunca morre. Se música é invencível, liberdade é garantida. E música é invencível. No final do poema, Noémia escreve “deixem-nos a música” como um pedido, mas em realidade, é uma declaração que não é possível tirá-la. 

Por que música preserve liberdade? Porque música é uma liberdade interna. Assim, não pode ser capturada nem destruída. E como o poema, “Súplica,” ensina, “seremos sempre livres / se nos deixarem a música!” Música preserve uma forma de pensar e falar, e preserve uma memória de cultura e todos os outros elementos de liberdade. Um povo pode sempre permanecer livre se utilize esse poder interno. Noémia estabelece isso em seu poema “Suplica” principalmente pela tensão entre liberdade interna e externa. Essa tensão é criada por seu uso de figuras de linguagem, principalmente anáforas e reiteração, que enfatizam os dois lados de liberdade. 

Thursday, October 31, 2013

O Povo de Natureza

"A tática colonialista é deixar o Povo no natural
Fazendo do Povo um inimigo da Natureza.
Eu, o Povo Moçambicano
Vou conhecer as minhas grandes Forças todas.

(José Afonso, "Eu, o Povo," página 282)


Nesse poema, o narrado fala sobre os Moçambicanos e como eles abrangem a natureza. Os Moçambicanos crescem e se entendem melhor por meio da natureza. Isso é contrário ao jeito europeu. O peoma fala que os europeus faziam o povo um inimigo da natureza. Isso prejucdicava o povo. Eu acho que isso mostra que nem todo povo é igual. Cada povo tem uma cultura diferente, e os europeus não respeitavam a cultura mozambicana.

Em verdade, o poema é sobre os Moçambicanos mas aplica a todos nós. Se um povo puder utilizar a natureza, vai ser melhor por causa disso. Natureza é poderoso. O poema da exemplos de vento, água, e fogo. É interessante que até as pessoas que são "inimigos de natureza" usam a natureza para gerar energia, por exemplo barragens e moinhos de vento. O que aprendi desse poema é que já que natureza é tão poderosa, deveria tentar ser mais "amigo" de natureza. Talvez posso aprender e descobrir mais forças que tenho. Talvez posso desenvolver mais.



Thursday, October 24, 2013

A valsa tão falsa

Tu, ontem,
Na dança
Que cansa,
Voavas
Co'as faces
Em rosas
Formosas
De vivo,
Lascivo
Carmim;
Na valsa
Tão falsa,
Corrias,
Fugias,
Ardente,
Contente,
Tranqüila,
Serena,
Sem pena
De mim!

(Casimiro de Abreu, "A Valsa")

Ao ler esse poema, é quase divertido. Os versos são tão curtas que cria uma ritma que nem uma dança. O poema torna rápido também, e o leitor começa ler mais rápido. Essa forma serve para criar uma dança na cabeça do leitor. Também, os pensamentos do narrador pulam de um pensamento para um outro. O homem é um pouco louco. A forma facilita isso. Por meio da forma (os versos e ritma) o leitor pode melhor entrar a cabeça do narrador.

Por que a valsa é tão falsa? A valsa é uma metáfora pela mulher que o encanta tanto. O narrador se apaixonou pela menina, mas ela claramente não sente o mesmo. Mais tarde no poema, ela olhou para outro homens e tal. A valsa e uma coisa rápida e frívola. Não significa nada. O relacionamento entre o narrador e ela é a mesma coisa. Seu relacionamento é frívolo e não significa nada.

Ela dança como ela trata os homens. Ela parece ser cometida à dança ou ao homem. Também pela maneira que age, ela seduze os homens (ou pelo menos esse homem). Ela faz isso pela dança. Então como ela é falsa, também sua dança (pela qual ela realiza suas falsidades) é falsa.

Thursday, October 17, 2013

A Grama é Mais Verde...





 Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
“Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!”
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
“Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!”
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:

“Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquelaClaridade imortal, que toda a luz resume!”
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
“Pesa-me esta brilhante auréola de nume…
Enfara-me esta azul e desmedida umbela…
Por que não nasci eu um simples vaga-lume?”
(Machado de Assis,  "Círculo vicioso," 138)





Nesse soneto, um vaga-lume expressa o desejo de ser uma estrela. Por sua vez, a estrela quer ser a lua. A lua quer ser o sol, mas o sol ser um "simples vaga-lume." Cada fonte de luz enxerga as coisas boas das outras fontes. O desejo de tornar o outro faz sentido neste contexto, mas ao ler o poema inteiro, o leitor percebe que tem coisas boas sobre todas as fontes, mas os personagens individuais não consegue ser contentos com quem são. Cada fonte quer ser algo diferente, mas um outro fonte quer ser como aquele. O vaga-lume quer ser como o estrela, mas o sol quer ser como o vaga-lume!

Então, cada personagem no poema percebe os atributos bons dos outros mas não de se mesmo. Eu acho que estes são sintomas de uma atitude como "o grama é mais verde no outro lado." Eu acho que para ter felicidade em nossas vidas, temos que nos livrar dessa atitude. Humanidade é cheia dessa atitude. Ao crescer, sempre ouvia "não vejo a hora de entrar highschool," "vou ser feliz quando estiver na missão," "meus problemas vão acabar quando eu casar," "quando terminar meus estudos", "quando tiver emprego," "quando for promovido," etcetera, etcetera, e etcetera. A lista continua para sempre. Quando vai ser feliz!?


Temos que encontrar felicidade na jornada. Se estivermos sempre olhando para um ponto no futuro para ser feliz, nunca seremos felizes. Cada personagem no poema tem capacidade de ser feliz, mas não é. Olhemos para as coisas boas em nossas vidas, e sejamos felizes! Sim, podemos e devemos nos melhorar. Não deveríamos ser contentes com uma vida estagnada. Mas devemos ser felizes ao buscar progresso.

Thursday, October 10, 2013

O Morcego de Nossa Consiência


"A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!"

(Augusto dos Anjos, "O Morcego," 214)

O poema "O Morcego" conclui por comparar o morcego à consciência humana. Os dois entram no quarto à noite imperceptivelmente. Isso é uma observação profunda. A consciência humana não vem de prepósito do individual. Também, vem muitas vezes à noite. É durante à noite que fico preocupado ou deprimido. Depois, acordo e tudo está bem, ou pelo menos esquecido.

O poema fala que o morcego morde a goela. Também fala que o morcego é muito feio. "Que ventre produziu tão feio parto?!" O que é interessante é comparar esses atributos com a consciência humana. Quando nossas ações não se dão bem com nossa consciência, sentimos incomodados. Nossa consciência está nos picando, como se fosse um mordido de morsego. Também, se fizemos algo muito ruim, sentiríamos muito mal. Até que a consciência poderia aparecer feio por ter-nos deixado tão ruim.

A ironia dessa conclusão é que foi nós que fizemos a consciência feia. Se vivêssemos de acordo com a nossa consciência humana, não estaria tão feia. Nossa consciência não tem que ser um morcego feio assim. Poderia ser um morcego agradável e amigável. A culpa é nossa.

Thursday, October 3, 2013

Apenas Ensaiando

"Estão apenas ensaiando...por uma trapaça do destino, tornou-se o próprio lavrador pelo que aquele vulto veio anunciar." (Bernardo Carvalho, "Estão apenas ensaiando," 76)

No conto, "Estão Apenas Ensaiando," o personagem principal, o lavrador, não está se esforçando muito porque é só um ensaio. Seu personagem está lamentando a morte de sua mulher. O lavrador ignora o conselho do diretor e faz a mesma coisa muitas vezes. No final, a mulher verdadeira do lavrador (não no ensaio) é atropelado ao caminhar ao teatro para sair com o lavrador. Depois disso, o lavrador realize exatamente aos gostos do diretor.

Nesse conto, eu aprendi que não temos que viver tudo para experimentar tudo. Não temos que ver nossa esposa atropelada por um carro. A literatura expande nossas experiências. Mas somente se permitimos. O lavrador não permitiu. Ele não estava ganhando nada do ensaio. Podemos aprender do exemplo ruim do lavrador e se dedicar mais a literatura. Assim podemos expandir nossas experiências sem realmente passar por elas.

Thursday, September 26, 2013

Quem és?

"Mas quero encontrar a ilha desconhecida, quero saber quem sou eu quando nela estiver, Não o sabes, Se não sais de ti, não chegas a saber quem és." (José Saramago, O Conto Da Ilha Desconecida, 57)

"Quero saber quem sou eu."
Depois de ler esse conto, descobri que o tema do conto não era encontrar uma ilha, mas era encontrar si mesmo. Essa citação estabelece o relacionamento entre os dois. O protagonista (o homem) admite que ele quer saber quem é. Ele acha que vai saber quando encontrar a ilha.

O ponto profundo dessa citação vem do comentário da mulher da limpeza. Ela comenta que nunca saberá quem ele é se ele não sai. Na verdade, não importa se ele está procurando a ilha ou saber quem é, a lição é a mesma. Precisa sair para descobrir.

Isso me lembra de um discurso dado por Élder Richard G. Scott. Ele falou, "Para alcançar uma meta que nunca atingiu antes, você precisa fazer coisas que nunca fez antes." Eu acho que é o mesmo princípio. Se não sabemos quem somos, se queremos nos descobrir, precisamos fazer algo para saber! Se fazendo as mesmas coisas mostram quem somos, já saberíamos. Então, tem que mudar, e tem que sair. A mulher da limpeza falou a verdade.

Thursday, September 19, 2013

O Melhor Drama

"Um bom negócio e uma grave lição: provaste-me ainda uma vez que o melhor drama está no espectador e não no palco." (Machado de Assis, A Chinela Turca, 8)

Concordo com o personagem desse conto, o Duarte. O melhor drama é o que acontece dentro do espectador e não o que está escrito, desenhado, e nem realizado. É por isso que existe literatura. A literatura faz com que o leitor comece numa viagem em sua própia mente. Os detalhes se tornam vivos na cabeça do leitor. Na minha opinião, obras que não provocam essa experiência não são realmente literatura.

Sempre gostava livros mais do que filmes. Eu acho que é por essa mesma "lição" que o Duarte descobriu. É mais fácil de perder-se num livro do que um filme. Quando assisto filmes, eu só estou observando. Mas quando leio um romance, os detalhes e personagens me envolvem. Eu quase me ponho na cena da história. Filmes não têm esse mesmo efeito. Talvez é porque não posso me relacionar com os pensamentos dos personagens. Filmes não conseguem ter os detalhes que obras escritas utilizem. Também, é difícil em filmes entrar a cabeça dos personagens. Não é possível explicar tudo que um personagem está pensando. Mas em um livro, é possível.  Não quero dizer que não temos experiências nas quais nos colocamos dentro da história, mas quero dizer que é mais fácil, poderoso, e comum ter essas experiências quando lemos um livro.

Eu acho que nós, como espectadores, podemos nos envolver melhor. Se conseguirmos nos colocar dentro da história, aprenderemos e gostaremos muito mais. Coisas chatas gostaremos. Histórias entediadas se tornarão mais interessantes. Também, estimaremos melhor a literatura. No caso do Duarte, uma história que o fez dormir se tornou a uma noite inesquecível. Assim pode ser conosco. Não percamos histórias fantásticas só por falta de envolvimento!

Thursday, September 12, 2013

Ações > Intenções

"Camilo quis sinceramente fugir, mas já não pôde. Rita, como uma serpente, foi-se acercando dele, envolveu-o todo, fez-lhe estalar os ossos num espasmo, e pingou-lhe o veneno na boca. Ele ficou atordoado e subjugado. Vexame, sustos, remorsos, desejos, tudo sentiu de misturaç mas a batalha foi curta e a vitória delirante. Adeus, escrúpulos!" (Machado de Assis, A Cartomante, 2)

Durante esse conto, Machado de Assis descreve o Camilo como ingênuou. O desenvolvimento do conto apóia essa descrição. Camilo não quer nada, e também não se importa com nada. É um homem tentando viver sem responsabilidade. Confia numa cartomante. O conto mostra que essa vida indiferente não se livra das consequências.

Outrossim, Camilo tinha boas intenções quando a Rita estava tentando o seduzir. Ele "quis sinceramente fugir." Ele sabia que estava fazendo errado e traindo seu melhor amigo. Entretanto, as intenções do Camilo não se importam tanto quanto as ações dele. Em realidade, Camilo traiu Vilela, mesmo querendo fugir da Rita. Ele está menos culpado por causa das intenções? No final, foi morto, querendo ou não se involver com a Rita. As consequências foram as mesmas.

Eu acho que isso demonstra que as intenções não significam nada se não se traduzem em ações. Em alguns casos, ações podem ser justificados se as intenções foram boas, mas isso é dependente em que as idéias influenciaram a ação! Se não, por que adianta uma intenção?

Temos que tomar responsabilidade por nossas ações. Camilo não tinha nenhuma opinião. Não queria nada. Não se importava com nada. Talvez tinha boas intenções, mas não agiu conforme elas. E sofreu as consequências. Morreu.

Thursday, September 5, 2013

Desconfiar contra disconcordar

“Sometimes conventional wisdom is right—it is a good idea to look both way before you cross the street…From a theoretical point of view, however, the point is never that everything is “bad,” that the fascist “Man” is keeping you down with his stifling normality. Rather, the point of theory might be better stated as “everything is suspicious.” (Jeffrey Nealon and Susan Searls Giroux, The Theory Toolbox, 6)

Tenho muitos amigos que se acham intelectuais. Como tal, esses amigos desconcordam com quase tudo que digo, só pela causa de parecer sábio e analítico. Na verdade, eu concordo que duvidar e questionar são coisas boas, no sentido que esses modos de pensamento ajudam a perceber e mudar coisas que necessitam de mudança. Entretanto, eu acho que muitas vezes pessoas discutem questões sem razão.  Essa citação fala a verdade por mostrar que duvidar é bom, mas tem coisas que não precisam mudar.

Todos nós precisamos lembrar disso. Queremos aprender. Queremos tornar coisas melhores. Esse é um desejo muito bom. Mas, ao mesmo tempo, não precisamos mudar tudo. Não devemos mudar tudo. Precisamos reconhecer as coisas que já são boas e deixá-las sem mexer. Em fim, como estudantes de aprendizagem, devemos buscar a verdade; não devemos buscar a desconcordar. Devemos desconfiar e não desconcordar.