Em todo o
mundo, capitalismo é geralmente
associado com liberdade. Ter uma economia capitalista é ter uma economia
livre. Ter uma economia capitalista muitas vezes também significa ter um
governo democrático, e isso implica liberdade ideal. No teatro, O Pagador de Promessas, Dias Gomes manifesta a ironia do significado do sistema
capitalista. Capitalismo, além de incentivar liberdade econômica, também influencia
a perca de liberdade. Assim, cria uma falsa liberdade individual. O prepósito e
o objetivo de capitalismo não destoem a liberdade, mas são as consequências do
capitalismo que a destroem. Capitalismo cria atitudes e comportamentos, como
cobiiça e egoísmo, que destroem a mesma liberdade que capitalismo devia ter
fornecido. Dias Gomes mostra isso pelo enredo e história
do Zé-do-Burro e também pelos relacionamentos entre Zé e as pessoas da cidade.
Primeiro,
o enredo de O Pagador de Promessas cria
um sentimento de injustiça e mostra a perca de liberdade de um homem. O
personagem principal, Zé-do-Burro, faz uma promessa com a Santa Iansã (da
religião Candoblé) quem ele acredita é a mesma santa que Santa Bárbara. Uma
parte da promessa é dividir suas terras com os lavradores. A outraparte da
promessa é carregar uma grande cruz até a igreja de Santa Bárbara mais perto, e
depois deixar a cruz dentro da igreja. Ao chegar na cidade e na porta da
igreja, não pode entrar—é cedo demais. Quando o padre chega, descobre que Zé
fez a promessa com a Iansã, e então o Padre não deixa Zé entrar. Depois muita
confusão e várias tentativas de convencer o padre e entrar, Zé fica muito
frustrado e irritado. Afinal, a polícia chega e declara que vai prender Zé. Zé
não quer sair preso, e depois de uma luta, ele é morto por um tiro.
Gomes
fala explicitamente contra o capitalismo. Na “Nota do Autor” da peça, Dias
Gomes escreve, “A sociedade burguesa não fornece ao indivíduo os meios
necessários ao exercício dessa liberdade, tonando-a, portanto, ilusória”
(página 15). Então, como o capitalismo toma a liberdade indivídual? O que é tão
ruim sobre o capitalismo? A resposta está na citação de Gomes. A catividade não
é a ausência de direitos ou oportunidades. De fato, sistemas capitalistas
geralmente tem mais direitos e oportunidade de que outros sistemas. A
catividade é a falta de meios para exercer a liberdade. Confrome Gomes, liberdade
sem a capacidade de exercer essa liberdade não é liberdade.
A
situação de Zé-do-Burro encaixa muito bem com essa filosofia. Zé tem muitos
direitos. Tem o direito de andar sessenta léguas com uma cruz nas costas. Tem o
direito de entrar na igreja com ela. Tem o direito de esperar na escada da
igreja. Porém, Zé não tem capacidade de exercer esses direitos. O padre não o
deixa entrar na igreja. O policial não o deixa esperar na escada. Em fim, o
policial mata Zé-do-Burro, quem não fez nada errado. Zé tinha o direito de
viver, mas não a capacidade. Isso não é liberdade. Sem os meios de realizar
esses direitos, esses direitos não valem nada. Em uma economia capitalista, o
indivíduo depende de outros pessoas para conseguir bens e serviços. Com esse
perspectivo, liberdade em um sistema capitalista depende demais dos
comportamentos do povo, e se o povo seja corrupto, o indivíduo perde a
liberdade.
Então, a
ideia de liberdade inclue os meios de execer liberade, e Zé-do-Burro não tinha
esses meios. Zé não tinah liberdade. Dias Gomes acredita que foi capitalismo
que destruiu a liberdade de Zé. O drama fortelece essa ideia ao mostrar que
capitalismo cria egoísmo e cobiça. Toda instituição que Zé conheceu foi muito
interessa nele, mas somente pelo próprio bem da instituição. Até cada indivíduo
tinha o mesmo pensamento: como posso ganhar com essa situação? Muitas queriam
que a situação demorasse para ganhar mais pela atenção, por exemplo. Por
exemplo, quando soube que o padre não deixaria Zé entrar, o repórter exclamou, “Otimo!
Mas isso é ótimo! Assim temos um pretexto para adiar a entrega da cruz para
segunda-feira. Dará tempo então de organizarmos tudo” (página 92). Esse
repórter só queria aproveitar da situação para ganhar mais dinheiro. Também, um
comerciante, Galego, queria aproveitar da situação. Ele se esforçou para sair
na foto da imprensa e também queria que Zé não entrasse na igreja imediatamente
para poder vender mais. Bonitão, um cafetão, quer distruir Zé para poder
manipular sua mulher, Rosa. Dedé é um poeta-comerciante, e tenta vender obras
para o Zé. Ele também tenta usar a situação para veder mais. Até as religiões
querem usar Zé para fortelecer suas posições. Minha Tia, quem é Mãe de Santo,
quer que Zé leve a cruz ao terreiro, porque há uma tensão entre candomblé e
catolicismo, e quer aumentar o poder do candomblé. A decisão do padre de não
deixar Zé entrar na igreja é para diferenciar a igreja católica de candomblé. O
padre não se importa com a causa do Zé. Até Dedé fala, “A santa pode ser a
mesma, mas o padre tem medo da concorrência e quer defender o seu negócio”
(página 141). Essa citação é um resume da atitude de cada instituição da cidade.
Ninguém
na história (além da esposa do Zé, e ela somente no final) pensava como Zé
sentia, ou como seus próprios interesses afeitariam o Zé. Só pensavam como
podia aproveitar da situação. Isso é a falha de capitalismo. Isso é uma cidade
egoísta. E acaba matando o Zé. Sim, não foi só a polícia. Não foi somente a
culpa do cafetão, Bonitão, quem levou a polícia a praça para prender Zé. A
culpa foi da comunidade inteira. Uma cidade egoísta e ganaciosa tira os meios
de exercer liberdade de indivíduo. Em uma sociede democrática, o indivíduo
depende dos outros para conseguir bens e serviços. Se toda a sociedade é
egoísta, não vão permiter os meios para o indivíduo exercer sua liberdade se
não seja beneficial à instituição.
Dias
Gomes proporciona um contraste a essa sociedade egoísta. É o povo agrário. O
povo da roça. O povo humilde e común. Zé também representa esse povo. Quando o
reporter pergunta ao Zé sobre a redistribuição de suas terras, Zé reponde que
não se arrepende de nada. Fala, “Fiz a felicidade de um bocado de gente e o que
retou pra mim dá e sobra” (página 88). Zé sente pelos lavradores. Ele não os
chama de preguiçosos, mas de gente que quer trabalhar e não tem terra. Zé fala
que a terra deve ser de quem trabalha. Então, o povo da roça é um povo humilde,
mas gentil. É um povo que trabalha mas é generoso. No teatro, esse povo trata
Zé bem diferente que o povo capitalisto da cidade. A Rosa conta que durante a
jornada, tinha muito gente atrás deles, querendo que Zé fizesse um milagre. Ao
contrário, Bonitão representa a atitude do povo da cidade, e desrespeita e zoa
o Zé-do-Burro. O egoísmo desse povo fica bem mais evidente em frente da bondade
e simplicidade de Zé e o povo agrário.
Pagador de Promessas é uma
crítica da sociedade capitalista da Bahia. O poema, “Que Falta Nesta Cidade”,
por Gregório de Matos, concorda com a crítica. O poema é sobre a Bahia, e fala
de uma cidade corrupta—sem verdade, honra, e vergonha. Fala que ambição, negociação,
e usura causaram a corrupção. Ambiçaõ em negócios é bem parecida com egoísmo
capitalista. Gregório de Matos está criticando a mesma coisa que Dias Gomes. Em
fim, esse poema apoia a conclusão de Pagador
de Promessas de que a Bahia está sofrendo de uma cidade corrupta e
gananciosa. “Que Falta Nesta Cidade” não fala explicitamente que capitalismo é
o causo, mas fala que egoísmo e cobiça são. Porém, egoísmo e cobiça são
consquencias de capitalismo.
No
teatro, O Pagador de Promessas, Dias
Gomes mostra como capitalismo destroi a liberdade individual. Capitalismo cria
um povo egoísto. Esse egoísmo leva a instituições que só existem para
magnificar e aumentar seus próprios interesses. Assim, criam governos e
indivíduous errados e corruptos. E assim, tiram os meios de exercer liberade. Por
isso, capitalismo cria uma falsa liberdade individual. Proporciona coisas para
aumentar liberdade, mas ao mesmo tempo, estimula comportamentos que destoem
essa liberdade. Capitalismo é uma contradição.













