(Dias Gomes, O Pagador de Promessas)
Essa citação é falada pelo padre da igreja da Santa Bárbara. Ele está falando ao Zé-do-Burro. Zé estava contando sua história e o milagre que aconteceu com seu burro. Também estava contando a promessa que fez. Antes desse momento, a audiência e os personagens do teatro estava pensando que Zé estava fazendo uma coisa muito religiosa. Talvez um pouco demais ou fanático, mas uma coisa até louvável. Nesse momento, porém, Zé conta que foi a um candomblé para pedir a benção e fazer a promessa.Ao ouvir isso, o padre ficou bravo. De repente, tudo que aconteceu com Zé foi "uma graça" e não um milagre. Foi um engano de uma feiticeira. Sem dúvida, se Zé tivesse ido a uma igreja católica, o padre teria vangloriar a história e o milagre. Seria um grande milagre. Teria contado a história para toda a igreja e todas a pessoas com quem falava. Em ves disso, condenou a história e desacreditou o milagre.
Eu acho que essa maneira de tratar milagres muitas vezes desiludem pessoas, especialmente pessoas que não praticam uma religião. Quando suporta nossas crenças, declaramos uma coisa um milagre ou uma verdade. Se não suporta nossas crenças, a declaramos uma mentira, uma coicidência, ou "uma graça." Eu acho que temos que tomar cuidado disso. Até na missão, eu acho que muitas vezes olhamos a uma coisa e a chamamos de milagre, porque queremos encontrar milagres em nosso trabalho. De fato, creio muito em milagres, mas devemos tratar os acontecimentos em nossas vidas sem subjetividade. Não deve mudar dependendo de como suporta nossas ideias.
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