Thursday, December 5, 2013

Catividade Democrática

Em todo o mundo, capitalismo é geralmente  associado com liberdade. Ter uma economia capitalista é ter uma economia livre. Ter uma economia capitalista muitas vezes também significa ter um governo democrático, e isso implica liberdade ideal. No teatro, O Pagador de Promessas, Dias Gomes  manifesta a ironia do significado do sistema capitalista. Capitalismo, além de incentivar liberdade econômica, também influencia a perca de liberdade. Assim, cria uma falsa liberdade individual. O prepósito e o objetivo de capitalismo não destoem a liberdade, mas são as consequências do capitalismo que a destroem. Capitalismo cria atitudes e comportamentos, como cobiiça e egoísmo, que destroem a mesma liberdade que capitalismo devia ter fornecido.   Dias Gomes mostra isso pelo enredo e história do Zé-do-Burro e também pelos relacionamentos entre Zé e as pessoas da cidade.
Primeiro, o enredo de O Pagador de Promessas cria um sentimento de injustiça e mostra a perca de liberdade de um homem. O personagem principal, Zé-do-Burro, faz uma promessa com a Santa Iansã (da religião Candoblé) quem ele acredita é a mesma santa que Santa Bárbara. Uma parte da promessa é dividir suas terras com os lavradores. A outraparte da promessa é carregar uma grande cruz até a igreja de Santa Bárbara mais perto, e depois deixar a cruz dentro da igreja. Ao chegar na cidade e na porta da igreja, não pode entrar—é cedo demais. Quando o padre chega, descobre que Zé fez a promessa com a Iansã, e então o Padre não deixa Zé entrar. Depois muita confusão e várias tentativas de convencer o padre e entrar, Zé fica muito frustrado e irritado. Afinal, a polícia chega e declara que vai prender Zé. Zé não quer sair preso, e depois de uma luta, ele é morto por um tiro.
Gomes fala explicitamente contra o capitalismo. Na “Nota do Autor” da peça, Dias Gomes escreve, “A sociedade burguesa não fornece ao indivíduo os meios necessários ao exercício dessa liberdade, tonando-a, portanto, ilusória” (página 15). Então, como o capitalismo toma a liberdade indivídual? O que é tão ruim sobre o capitalismo? A resposta está na citação de Gomes. A catividade não é a ausência de direitos ou oportunidades. De fato, sistemas capitalistas geralmente tem mais direitos e oportunidade de que outros sistemas. A catividade é a falta de meios para exercer a liberdade. Confrome Gomes, liberdade sem a capacidade de exercer essa liberdade não é liberdade.
A situação de Zé-do-Burro encaixa muito bem com essa filosofia. Zé tem muitos direitos. Tem o direito de andar sessenta léguas com uma cruz nas costas. Tem o direito de entrar na igreja com ela. Tem o direito de esperar na escada da igreja. Porém, Zé não tem capacidade de exercer esses direitos. O padre não o deixa entrar na igreja. O policial não o deixa esperar na escada. Em fim, o policial mata Zé-do-Burro, quem não fez nada errado. Zé tinha o direito de viver, mas não a capacidade. Isso não é liberdade. Sem os meios de realizar esses direitos, esses direitos não valem nada. Em uma economia capitalista, o indivíduo depende de outros pessoas para conseguir bens e serviços. Com esse perspectivo, liberdade em um sistema capitalista depende demais dos comportamentos do povo, e se o povo seja corrupto, o indivíduo perde a liberdade.
Então, a ideia de liberdade inclue os meios de execer liberade, e Zé-do-Burro não tinha esses meios. Zé não tinah liberdade. Dias Gomes acredita que foi capitalismo que destruiu a liberdade de Zé. O drama fortelece essa ideia ao mostrar que capitalismo cria egoísmo e cobiça. Toda instituição que Zé conheceu foi muito interessa nele, mas somente pelo próprio bem da instituição. Até cada indivíduo tinha o mesmo pensamento: como posso ganhar com essa situação? Muitas queriam que a situação demorasse para ganhar mais pela atenção, por exemplo. Por exemplo, quando soube que o padre não deixaria Zé entrar, o repórter exclamou, “Otimo! Mas isso é ótimo! Assim temos um pretexto para adiar a entrega da cruz para segunda-feira. Dará tempo então de organizarmos tudo” (página 92). Esse repórter só queria aproveitar da situação para ganhar mais dinheiro. Também, um comerciante, Galego, queria aproveitar da situação. Ele se esforçou para sair na foto da imprensa e também queria que Zé não entrasse na igreja imediatamente para poder vender mais. Bonitão, um cafetão, quer distruir Zé para poder manipular sua mulher, Rosa. Dedé é um poeta-comerciante, e tenta vender obras para o Zé. Ele também tenta usar a situação para veder mais. Até as religiões querem usar Zé para fortelecer suas posições. Minha Tia, quem é Mãe de Santo, quer que Zé leve a cruz ao terreiro, porque há uma tensão entre candomblé e catolicismo, e quer aumentar o poder do candomblé. A decisão do padre de não deixar Zé entrar na igreja é para diferenciar a igreja católica de candomblé. O padre não se importa com a causa do Zé. Até Dedé fala, “A santa pode ser a mesma, mas o padre tem medo da concorrência e quer defender o seu negócio” (página 141). Essa citação é um resume da atitude de cada instituição da cidade.
Ninguém na história (além da esposa do Zé, e ela somente no final) pensava como Zé sentia, ou como seus próprios interesses afeitariam o Zé. Só pensavam como podia aproveitar da situação. Isso é a falha de capitalismo. Isso é uma cidade egoísta. E acaba matando o Zé. Sim, não foi só a polícia. Não foi somente a culpa do cafetão, Bonitão, quem levou a polícia a praça para prender Zé. A culpa foi da comunidade inteira. Uma cidade egoísta e ganaciosa tira os meios de exercer liberdade de indivíduo. Em uma sociede democrática, o indivíduo depende dos outros para conseguir bens e serviços. Se toda a sociedade é egoísta, não vão permiter os meios para o indivíduo exercer sua liberdade se não seja beneficial à instituição.
Dias Gomes proporciona um contraste a essa sociedade egoísta. É o povo agrário. O povo da roça. O povo humilde e común. Zé também representa esse povo. Quando o reporter pergunta ao Zé sobre a redistribuição de suas terras, Zé reponde que não se arrepende de nada. Fala, “Fiz a felicidade de um bocado de gente e o que retou pra mim dá e sobra” (página 88). Zé sente pelos lavradores. Ele não os chama de preguiçosos, mas de gente que quer trabalhar e não tem terra. Zé fala que a terra deve ser de quem trabalha. Então, o povo da roça é um povo humilde, mas gentil. É um povo que trabalha mas é generoso. No teatro, esse povo trata Zé bem diferente que o povo capitalisto da cidade. A Rosa conta que durante a jornada, tinha muito gente atrás deles, querendo que Zé fizesse um milagre. Ao contrário, Bonitão representa a atitude do povo da cidade, e desrespeita e zoa o Zé-do-Burro. O egoísmo desse povo fica bem mais evidente em frente da bondade e simplicidade de Zé e o povo agrário.
Pagador de Promessas é uma crítica da sociedade capitalista da Bahia. O poema, “Que Falta Nesta Cidade”, por Gregório de Matos, concorda com a crítica. O poema é sobre a Bahia, e fala de uma cidade corrupta—sem verdade, honra, e vergonha. Fala que ambição, negociação, e usura causaram a corrupção. Ambiçaõ em negócios é bem parecida com egoísmo capitalista. Gregório de Matos está criticando a mesma coisa que Dias Gomes. Em fim, esse poema apoia a conclusão de Pagador de Promessas de que a Bahia está sofrendo de uma cidade corrupta e gananciosa. “Que Falta Nesta Cidade” não fala explicitamente que capitalismo é o causo, mas fala que egoísmo e cobiça são. Porém, egoísmo e cobiça são consquencias de capitalismo.

No teatro, O Pagador de Promessas, Dias Gomes mostra como capitalismo destroi a liberdade individual. Capitalismo cria um povo egoísto. Esse egoísmo leva a instituições que só existem para magnificar e aumentar seus próprios interesses. Assim, criam governos e indivíduous errados e corruptos. E assim, tiram os meios de exercer liberade. Por isso, capitalismo cria uma falsa liberdade individual. Proporciona coisas para aumentar liberdade, mas ao mesmo tempo, estimula comportamentos que destoem essa liberdade. Capitalismo é uma contradição.

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