Na dança
Que cansa,
VoavasCo'as faces
Em rosas
Formosas
De vivo,
Lascivo
Carmim;
Na valsa
Tão falsa,
Corrias,
Fugias,
Ardente,
Contente,
Tranqüila,
Serena,
Sem pena
De mim!
(Casimiro de Abreu, "A Valsa")
Ao ler esse poema, é quase divertido. Os versos são tão curtas que cria uma ritma que nem uma dança. O poema torna rápido também, e o leitor começa ler mais rápido. Essa forma serve para criar uma dança na cabeça do leitor. Também, os pensamentos do narrador pulam de um pensamento para um outro. O homem é um pouco louco. A forma facilita isso. Por meio da forma (os versos e ritma) o leitor pode melhor entrar a cabeça do narrador.
Por que a valsa é tão falsa? A valsa é uma metáfora pela mulher que o encanta tanto. O narrador se apaixonou pela menina, mas ela claramente não sente o mesmo. Mais tarde no poema, ela olhou para outro homens e tal. A valsa e uma coisa rápida e frívola. Não significa nada. O relacionamento entre o narrador e ela é a mesma coisa. Seu relacionamento é frívolo e não significa nada.
Ela dança como ela trata os homens. Ela parece ser cometida à dança ou ao homem. Também pela maneira que age, ela seduze os homens (ou pelo menos esse homem). Ela faz isso pela dança. Então como ela é falsa, também sua dança (pela qual ela realiza suas falsidades) é falsa.
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