
Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
“Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!”
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
“Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!”
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:

“Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquelaClaridade imortal, que toda a luz resume!”
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
“Pesa-me esta brilhante auréola de nume…
Enfara-me esta azul e desmedida umbela…
Por que não nasci eu um simples vaga-lume?”
(Machado de Assis, "Círculo vicioso," 138)
Nesse soneto, um vaga-lume expressa o desejo de ser uma estrela. Por sua vez, a estrela quer ser a lua. A lua quer ser o sol, mas o sol ser um "simples vaga-lume." Cada fonte de luz enxerga as coisas boas das outras fontes. O desejo de tornar o outro faz sentido neste contexto, mas ao ler o poema inteiro, o leitor percebe que tem coisas boas sobre todas as fontes, mas os personagens individuais não consegue ser contentos com quem são. Cada fonte quer ser algo diferente, mas um outro fonte quer ser como aquele. O vaga-lume quer ser como o estrela, mas o sol quer ser como o vaga-lume!
Então, cada personagem no poema percebe os atributos bons dos outros mas não de se mesmo. Eu acho que estes são sintomas de uma atitude como "o grama é mais verde no outro lado." Eu acho que para ter felicidade em nossas vidas, temos que nos livrar dessa atitude. Humanidade é cheia dessa atitude. Ao crescer, sempre ouvia "não vejo a hora de entrar highschool," "vou ser feliz quando estiver na missão," "meus problemas vão acabar quando eu casar," "quando terminar meus estudos", "quando tiver emprego," "quando for promovido," etcetera, etcetera, e etcetera. A lista continua para sempre. Quando vai ser feliz!?
Temos que encontrar felicidade na jornada. Se estivermos sempre olhando para um ponto no futuro para ser feliz, nunca seremos felizes. Cada personagem no poema tem capacidade de ser feliz, mas não é. Olhemos para as coisas boas em nossas vidas, e sejamos felizes! Sim, podemos e devemos nos melhorar. Não deveríamos ser contentes com uma vida estagnada. Mas devemos ser felizes ao buscar progresso.


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